Katia Wille

Katia Wille

Mas afinal: quem tem medo de tamanha liberdade? | Katia Wille

Mas afinal: quem tem medo de tamanha liberdade? | Katia Wille

30 de novembro de 2017 a 20 de janeiro de 2018

- by zweiarts

Nascida no Rio de Janeiro, Katia Wille é formada em artes e design de moda pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, e passou os últimos 10 anos morando e trabalhando entre a Europa, Ásia e Brasil. As questões do feminino, do corpo em busca de sua essência e transformações, sempre povoaram as obras do artista, que pretende estabelecer um diálogo entre o espectador e a obra, destacando a fragilidade das relações humanas e a busca incessante por o olhar do outro. Partindo de preocupações e questões levantadas ao longo de sua carreira, a artista busca entender o movimento do interno sobre o externo, a dinâmica complexa da relação humana com o mundo. Corpos em movimento, entrelaçados, curvos ou muito esticados são constantes em seu trabalho e estabelecem uma relação com a delicada questão da busca pelo equilíbrio. Corpos misturados perdem sua identidade para formar uma massa homogênea, semelhante às entranhas e partes internas do ser humano. Os materiais escolhidos por Katia buscam expressar conceitos como transformação, elasticidade, porosidade e fragmentação através de instalações e pinturas em material elástico e tecido metálico. Em 2018, a artista iniciou a pesquisa sobre esculturas cognitivas e instalações com apoio tecnológico, Assim, ela começa a criar obras que se movem de acordo com as emoções dos espectadores. Isso permite, através do material utilizado, que o espectador se reflita no trabalho, e se sinta Co-criador da obra com a artista. Corpo, cérebro e pele, as três camadas ou pilares da obra da artista, que busca ir além dos conceitos estabelecidos na delicada relação que a arte possibilita.


Born in Rio de Janeiro, Katia Wille holds a degree in arts and fashion design from the University of Amsterdam in the Netherlands, and has spent the last 10 years living and working between Europe, Asia and Brazil. The questions of the feminine, of the body in search of its essence and transformations, have always populated the works of the artist, who intends to establish a dialogue between the spectator and the artwork, highlighting the fragility of human relations and the incessant search for the other’s gaze. Starting from concerns and questions raised throughout her career, the artist seeks to understand the movement of the internal on the external, the complex dynamics of human relationship with the world. Bodies in movement, intertwined, curved or very stretched are constant in her work and establish a relationship with the delicate question of the search for balance. Mixed bodies lose their identity to form a homogeneous mass, similar to the guts and internal parts of the human being. The materials chosen by Katia seek to express concepts such as transformation, elasticity, porosity and fragmentation through installations and paintings in ecolatex and metalic fabric. In 2018 the artist started the research on cognitive sculpture and installations , with technological support, she aims to create works that move according to the emotions of the viewers . That allow, through the material used, the viewer to be reflected in the work, and to understand that the matter is fragile. Body, brain and skin, the three layers or pillars of this artist’s work that seeks to go beyond concepts established in this delicate relationship that art enables.